Me chamo Laura Eder, nasci em 21 de julho de 1998, sou natural de Porto Alegre/Rio Grande do Sul, do bairro do Sabará, e atualmente estou baseada no centro de São Paulo/SP.
Sou fotógrafa, artista, produtora multimídia, pesquisadora, produtora cultural, e pixadora.
por Mariani Camilo - @improperium
A gênese de um olhar
“Nunca se deve perguntar a uma criança o que ela vai ser quando crescer. Quando se faz isso, anula-se quem ela é.”
- Ubiraci Pataxó
- Ubiraci Pataxó
Sempre fui fascinada por documentários, desde antes de saber ler eu já assistia vários com o meu avô paterno, Silvio Eder, que ancestralizou em 2014. Ele não era um homem de muita conversa, mas carregava uma densidade muito grande no silêncio e no olhar dele.
Acho que desde muito nova eu já sabia o que queria, mesmo sem saber o nome. Quando me perguntam há quanto tempo eu lido com fotografia ou me interesso por fotografia, minha resposta mais sincera é "desde sempre".
Sinto que o que construo e apresento hoje, aos 27 anos, é algo que venho alimentando a minha vida toda. Muitas vezes só damos valor para "grandes feitos", sem refletir como somos feitos das nossas vivências, compostos de pequenas criações, ideias. Ser artista é ser corajoso, e ser corajoso, para mim, significa não ter medo da complexidade das coisas.
Sinto que o que construo e apresento hoje, aos 27 anos, é algo que venho alimentando a minha vida toda. Muitas vezes só damos valor para "grandes feitos", sem refletir como somos feitos das nossas vivências, compostos de pequenas criações, ideias. Ser artista é ser corajoso, e ser corajoso, para mim, significa não ter medo da complexidade das coisas.
"Não fotografe como as coisas parecem, fotografe como você as sente" - David Alan Harvey
"vergonha não é só sentimento, é dor física" - 2015
Laura Eder - 2016
Fotografia de Rua, minha escola. - 2014
Multimídia e MultiLauras
Mudei de endereço, entre bairros, cidades e estados, mais vezes do que consigo lembrar. Demorei 12 anos para construir um lar - não pelo CEP, mas por me emancipar dos meus traumas. Depois disso, demorei mais 4 anos para me estabilizar, acima de tudo emocionalmente, e me apresentar por quem eu sou, e não pelo que eu passei.
E foi graças às pedagogias periféricas, e aqui me refiro ao quinto elemento da cultura hip hop, reconheço em mim os frutos de outras tecnologias e fluxos de aprendizado, e valorizo a sabedoria desse corpo-existência que resistiu e se permitiu conectar com o conhecimento, e entende a construção do conhecimento é um processo contínuo de aquisição, organização e interpretação de informações e experiências, onde elaboramos nosso entendimento de mundo.
Me formei em Produção Multimídia em 2020, na pandemia, sendo a primeira da minha linhagem com ensino superior.
E foi graças às pedagogias periféricas, e aqui me refiro ao quinto elemento da cultura hip hop, reconheço em mim os frutos de outras tecnologias e fluxos de aprendizado, e valorizo a sabedoria desse corpo-existência que resistiu e se permitiu conectar com o conhecimento, e entende a construção do conhecimento é um processo contínuo de aquisição, organização e interpretação de informações e experiências, onde elaboramos nosso entendimento de mundo.
Me formei em Produção Multimídia em 2020, na pandemia, sendo a primeira da minha linhagem com ensino superior.
Da documentação à poesia
A minha prática fotográfica se desdobrou nas ruas, registrando cotidiano e pixação - um campo que me ensinou a ver a "composição artística da realidade", e me colocou em contato com a correria de produção. Minha fotografia documental é um ato de coexistência onde, com sensibilidade e respeito à complexidade do que é retratado, narro histórias de lutas, coletivizações e a singularidade das pessoas.
Usando a fotografia para ir além da descrição de eventos, uno meu trabalho fotográfico documental a criações multimídia (fotografia, texto, colagem e vídeo), criando narrativas artísticas onde o real e o mágico coexistem. Assim, através da arte, conto histórias, transmito ideias e provoco emoções.
Hoje, não busco esconder as cicatrizes, mas transformá-las em arte, e transbordo esse princípio para os meus demais trabalhos, revelando a visceralidade das pessoas e situações. Para além de capturar um instante, viso conectar o aprendizado, a história e a continuidade que transcende o registro.
Uma nova fase
Dentre os anos de 2020 até julho de 2025, além dos meus trabalhos criativos e documentais, eu tinha um trabalho formal, CLT, uma carreira traçada em pesquisa em design e tecnologia (CX e UX Research). E decidir por uma transição de carreira é a maior treta, viu? Estudei e lidei com UX Research, e eu ainda absolutamente amo isso, não me entendam mal… Mas pelos últimos 7 anos me vi em "duas Lauras": a que traçava um caminho para se especializar em UX Research, e a outra...
Hoje entendo que sempre fui uma só. Que a mesma Laura que é atenta e analítica para falar de UX Research e CX, é a Laura que é atenta e sensível na fotografia, e vejo com clareza a convergência da skin fotógrafa e da skin faria limer (rs), que reside na perspectiva antropológica que permeia ambas as áreas, que se debruçam em um olhar que busca compreender as pessoas em sua essência e contexto. Em todos os meus projetos trabalho com o mesmo propósito: atuar com cuidado, atenção e respeito pelas narrativas e singularidades humanas. E enfrentando quaisquer inseguranças, e não por gostar mais de uma coisa ou outra das que vivi e estudei, mas pela coragem de viver com o coração, direciono o meu foco para produção multimídia a partir de 2025.
Hoje entendo que sempre fui uma só. Que a mesma Laura que é atenta e analítica para falar de UX Research e CX, é a Laura que é atenta e sensível na fotografia, e vejo com clareza a convergência da skin fotógrafa e da skin faria limer (rs), que reside na perspectiva antropológica que permeia ambas as áreas, que se debruçam em um olhar que busca compreender as pessoas em sua essência e contexto. Em todos os meus projetos trabalho com o mesmo propósito: atuar com cuidado, atenção e respeito pelas narrativas e singularidades humanas. E enfrentando quaisquer inseguranças, e não por gostar mais de uma coisa ou outra das que vivi e estudei, mas pela coragem de viver com o coração, direciono o meu foco para produção multimídia a partir de 2025.
E sobre o resto disso, bom, eu vivo agora e conto mais depois, fechou?